quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O sensacional POR DO SOL de Havana, Cuba

Malecón pela manhã

sem carros, com avenida larga

a arquitetura típica do Malecón
Uma das coisas que mais fiz quando estive em Havana foi caminhar. Não usei nenhum tipo de transporte, além de minhas pernas. Não foi fácil enfrentar o fortíssimo calor e sol intensos, e por isso sempre que dava, desviava para andar pelo Malecón, a avenida beira-mar, para sentir a brisa e amenizar a temperatura.

Passear pelo Malecón é uma delícia. Não há trânsito na rua, a calçada é bem larga e o ventinho é constante. Durante o dia vemos pessoas andando, meninos brincando no mar cheio de pedras (não há areia), um ou outro praticando corrida, enfrentando corajosamente o calor cubano.

No fim do dia, a orla fica bem mais interessante. A medida que o sol vai se pondo, por volta de 21:00, as pessoas vão chegando ao Malecón: muitos pescam, os namorados caminham de mãos dadas, a molecada joga conversa fora, sentados nos muros, outros bebem. Todos apreciam o tempo passar.

A arquitetura do Malecón

sem areia, com as crianças brincando nas pedras.

Malecón visto do alto
A arquitetura que toma conta da avenida beira-mar é formada por prédios antigos, muitos deles caindo aos pedaços. Ficamos em frente a alguns deles imaginando que força era aquela que os mantinha de pé. Prédios dos anos 30, 40, 50 davam um ar melancólico a tudo e identidade a esta cidade parada no tempo.

O Malecón, com seus edifícios antigos e personagens, foi tema constante em Trilogia Suja de Havana, do jornalista cubano Pedro Juan Gutiérrez. Na verdade, o Malecón termina transformando-se em personagem, obscuro, observador, atento a tudo o que se passa.

o sol começa a despedir-se

as cores do céu e a reunião de pessoas

Uma pintura.

o sol se pondo sobre o mar, com a cidade ao fundo.

os pescadores aproveitando o fim do dia.

o pescador solitário

Moradores matando o tempo enquanto o dia se despede
Mas o melhor de tudo é o por do sol. É um espetáculo exuberante, sensacional. O céu vai mudando de cor aos poucos, até chegar a um vermelho intenso, como se Deus, pessoalmente, estivesse pintando o cenário com cores fortes e vivas. É impossível não ficar extasiado, maravilhado.

Os moradores da cidade se misturam aos turistas e nós nos misturamos a eles: vida ao ar livre e como pano de fundo, a natureza em harmonia com a arquitetura decadente e charmosa da bela Havana.

Durante todos os dias que passamos em Havana fomos ao Malecón ver o sol se por e até hoje sinto saudades.