sexta-feira, 30 de março de 2012

Hot Chocolate with Marshmallows em Liverpool, Inglaterra

Chocolate quente entupido de marshmallows

A primeira refeição na Inglaterra
 
Decoração

Muito english
Decoração inglesa

Visto de fora

Sem dúvida aquele foi o hot chocolate mais gostoso que já tomei na vida. Cheio de marshmallow, quente, forte... Depois de horas de viagem, imigração, bagagem, check-in em hotel, troca de dinheiro, finalmente eu começava a relaxar com meu delicioso chocolate quente (Liverpool). 

Eu estava em um café em Liverpool, Inglaterra. O dia estava indo embora dando lugar para a noite, que chegava cedo porque era outono. Olhei ao redor do bar cheio de estilo: algumas paredes verdes e outras vermelhas, quadros de desenhos e fotos pendurados dando vida e identidade ao lugar. Não estava cheio, havia apenas algumas mesas ocupadas de pessoas jovens, jogando conversa fora ou acessando nets e notes.

Para acompanhar o meu chocolate escolhi um sanduiche natureba com brie, tomate, pimentão, ovo e cebola bem do tamanho de minha fome. Aliás, o cardápio do Cafe Tabac é bem variado e eu descobriria mais tarde que a Inglaterra é um ótimo país para opções gastronômicas saudáveis e saborosas.

Saimos então para o friozinho da noite. Devia estar em torno dos 10 graus. Caminhamos em silêncio de volta ao hotel. Era hora de dormir porque o dia seguinte era dia de explorar a cidade dos tijolinhos vermelhos, dos beatles e da loja de Vivienne Westwood.

terça-feira, 27 de março de 2012

O CHARME nada encantado de CENTRO HABANA: HÁ alguma coisa de MÁGICO neste lugar, Havana, Cuba










Sujo e decadente. Os prédios caindo aos pedaços. Casas coloridas desbotando. As janelas das casas abertas para minimizar o insuportável calor fazia minha imaginação voar a respeito da vida e da história daquelas pessoas, enquanto caminhava quase em câmera lenta, buscando qualquer sombra que pudesse me abrigar do sol. Não havia muita gente andando pelas ruas. Alguns mais idosos viam a vida passar na calçada, rosto quase sem expressão, sem demonstrar nenhuma curiosidade por aqueles turistas que passavam. 

Carros velhos (ou antigos?) estacionados. Jovens jogando dominó, crianças fazendo educação física nas ruas. Centro Habana, parado nos anos 50, ano da revolução cubana (em 1959, após anos de luta a ilha foi libertada da ditadura), em que a esperança de uma vida melhor foi estabelecida. Centro Habana lindo, apaixonante, forte e impressionante, cheio de detalhes, de história vivida há pouco tempo, resquícios de uma memória recente, impacto ainda sentido. História viva e não somente a dos livros estudados nas escolas. Decadente, mas de alguma forma pulsante, instigante. Olhe além do óbvio, sinta Centro Habana, perceba, e se puder, apaixone-se e entregue-se.

Centro Habana é um bairro da cidade de Havana que desenvolveu-se no século XIX. Mesmo com todo o seu abandono e sua decadência este bairro é um dos locais mais charmosos da ilha dos irmãos Castro e mesmo por trás de seus muros descascados é possível identificar o esplendor de outrora.
 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sabores de GUADALAJARA, México:

Chilaquiles

Las Sombrillas (sob os toldos vermelhos) com a Catedral ao fundo.
Eu já escrevi aqui, em outro post, que considero a gastronomia de um lugar como parte das atrações turísticas. No México esta experiência é intensa. Os sabores mexicanos são fortes e os pratos apenas se parecem com o que temos no Brasil. O meu primeiro encontro com a culinária do país foi em Guadalajara, em um restaurante pequeno com mesas ao ar livre na Plaza de La Liberación chamado Las Sombrillas.

Tínhamos acabado de chegar na cidade e no país. Apenas fizemos check-in no hotel e saimos para procurar um lugar para tomar café. Pedi um chilaquiles: tortillas de maiz (milho) com salsa de tomate, queijo, chilli, feijão e cebolas cruas. O aspecto não era muito bonito e nem tinha cara de café da manhã, mas estava muito bom e foi o suficiente para já entrarmos no clima do lugar. 

A temperatura estava agradável, havia pessoas na praça caminhando para todo lado e estávamos quase em frente a bela Catedral cuja construção foi iniciada em 1542, logo pós a fundação da cidade. No entanto levou dois séculos até ser concluida. Dois terremotos causaram estragos, inclusive nas torres. As atuais, com ladrilhos amarelos, são do século XIX.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Muita estrada até chegar no Deserto do Atacama

Aeroporto Arturo Merino Benítez em Santiago

Paisagem saindo de Santiago: montanhas nevadas

Paisagem desértica chegando em Calama

Próximo a Calama: paisagem marron


Aeroporto de Calama
Aeroporto de Calama


Aeroporto de Calama

Paisagem em San Pedro do Atacama

Hostal Don Sebastian em San Pedro do Atacama

Hostal Don Sebastian em San Pedro do Atacama

Lateral externa da Pousada Don Sebastian em San Pedro do Atacama

Chegamos ao aeroporto de Santiago do Chile, vindos do Brasil,  na madrugada, por volta de 2:30 AM. Era só uma conexão e a espera seria de cerca de 6 horas. Ainda estávamos longe do nosso destino final: San Pedro do Atacama (Uma Vila Simpática no meio do Desero do Atacama).

A temperatura estava um pouco abaixo de zero e o aeroporto estava quase deserto. Ficamos zanzando de um lado a outro e em um determinado momento saimos para ver as montanhas nevadas de Santiago: lindas. Tomamos café da manhã no aeroporto em um restaurante chamado ARS. 

Voamos para Calama em um voo da Lan Chile que saiu no horário. Foi um voo rápido e tranquilo: 1h40min. É uma distração ver como a paisagem vai mudando: as montanhas cheias de neve vão ficando para trás dando lugar a uma cordilheira marron.

 Pousar no aeródromo de Calama é o início da aventura. Uma pista no meio do nada: pequena, cercada de montanhas e vulcões, marron. A primeira coisa que chama a atenção é a tonalidade do céu: azul intenso sem nenhuma nuvem. Olhando ao redor a sensação é que estamos em um pista de pouso clandestina, dessas que vemos em filmes.

No aeroporto El Loa pegamos uma van para San Pedro do Atacama. A empresa que contratamos pela internet, no Brasil, chamava-se Licancabur (Transfer Licancabur), como o vulcão. A van nos deixou no hotel pouco mais de uma hora depois. A estrada é ótima e sem trânsito. A paisagem é espetacular e mesmo estando no Deserto do Atacama, não é uma paisagem monótona, pois há planícies, depressões, vales e diversos tipos de plantas, tudo cercado pela cordilheira dos Andes e vulcões. 

Chegamos no hotel Don Sebastian (Hostal Don Sebastian), simples e rústico para combinar com a nossa aventura. O quarto muito pequeno com uma cama tomando quase todo o espaço e um banheiro. Aquecedor elétrico que às vezes não dava conta do frio. Era o mês de agosto:  inverno. As temperaturas são muito baixas, especialmente à noite e nos parques arqueológicos: Geysers del Tatio e Lagunas Altiplânicas, por exemplo. Durante o dia as temperaturas são amenas na vila. A altitude compromete a respiração e temos que ter cuidado. 

Chegar no Deserto do Atacama vindo do Brasil exige muitas horas de deslocamento. Mas o tempo que passamos nestas paisagens diferentes e impactantes vale cada minuto.