terça-feira, 26 de agosto de 2014

O AHU TONGARIKI, o MAIOR ahu de TODA a ilha Ilha de Páscoa, Chile

Nos aproximando do AHU TONGARIKI
O Ahu Tongariki ao fundo
Depois de visitarmos a Fábrica de Moais, seguimos com o grupo e o guia para o AHU TONGARIKI, o mais largo da ilha, com quinze moais. À medida que fomos caminhando em direção a eles já conseguimos perceber a magnitude daquele ahu (o pedestal onde os moais estão). Perto deles a sensação que temos é que eles estão vigiando cada um de nossos movimentos.

AHU TONGARIKI  - o mais largo da ilha com 15 moais

Ahu Tongariki

AHU TONGARIKI - detalhe da placa indicando que não podemos chegar muito perto.
Na década de 60 houve um tsunami aqui que detonou com tudo. Ele passou da linha deste ahu, derrubando e destruindo. Na década de 90, uma empresa japonesa restaurou Tongariki. Cada um dos moais tem características próprias, uma identidade, uma expressão. Juntos, eles observam os nossos movimentos, os movimentos dos intrusos da ilha. 

Único moai no AHU TONGARIKI que usa pukao
O penúltimo moai, da esquerda para a direita, é o único que usa o pukao, esta espécie de chapéu vermelho, neste ahu. Aliás este é outro mistério que envolve os caras de pedra: como o povo que os esculpiu conseguiu equilibra-lo. Ele é pesado e nada o prende na cabeça deste vigilante de Rapa Nui.

O outro mistério que envolve o pukao é que ele não foi talhado neste local pois a cor das rochas deste lado da ilha não é vermelha. 

Como já havia dito antes, cada uma destas esculturas é única, tem sua própria identidade. Repare neste, em como sua expressão parece plácida, como se estivesse vendo além do infinito, ao mesmo tempo que vigia os turistas curiosos. Observe como as suas mão estão pousadas sob sua barriga.

Rano Raraku, onde os moais eram esculpidos

Não é permitido chegar muito perto


AHU TONGARIKI em toda a sua exuberância com o único moai de pukao do lado direito da foto

Os pukaos que não foram para a cabeça dos moais

A Ilha de Páscoa é mesmo um lugar belo
Do ahu Tongariki, avistamos o vulcão Rano Raraku, onde os moais eram esculpidos, a fábrica. O dia estava muito bonito na ilha quando visitamos este ahu. A luz do sol refletia no mar modificando as cores de tantos elementos que juntos formavam uma belíssima paisagem.

O guia nos deu um tempo ali. Eu fiquei pensando, pela milionésima vez desde que cheguei em Rapa Nui: o que teria acontecido por ali?  Qual a verdadeira história dos moais? Quem foram os primeiros habitantes da ilha e o que teria acontecido com ele?. Qual a razão do abandono dos moais e como eles eram transportados depois de estarem prontos?

E o dia não acabou por aí. Ainda havia mais lugares a serem visitados explorados, mas isso é história para o próximo texto.