quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Um DIA em BOGOTÁ, Colômbia:

Carrera Séptima
Bogotá - Setembro /2015 - Descemos do transmilênio na Estação Universidades, já muito próximos à Carrera Séptima, a principal via do centro da cidade. Era hora do almoço e a rua fervilhava de gente saindo dos escritórios e aproveitando o intervalo. Gosto muito desta movimentação intensa. 

Fazia quase três anos que nós havíamos estado em Bogotá e a cidade havia mudado pouco desde então, mas para olhos atentos, havia algumas pequenas e sutis mudanças. Ela estava mais clara, menos policiada, com mais obras concluídas, mais limpa. 

A maioria das cidades no mundo são vivas e estão em constante mudança: às vezes de forma veloz e outras tantas de forma mais lenta. É bom saber que mesmo o conhecido tem coisas desconhecidas a nos mostrar. Por isso, eu acredito que voltar a uma cidade não é perda de tempo.

Plaza dell Bolívar

La Candelaria
Fomos caminhando, misturados às pessoas: colombianos e turistas, em direção à Plaza del Bolívar, a principal praça da cidade, cercada de prédios importantes como o Palácio da Justiça, o Capitólio Nacional, o Palácio Liévano, a Alcadia Mayor de Bogotá, além de La Candelaria, a catedral principal de Bogotá, nosso destino.

Quando estivemos em Bogotá anos atrás não conseguimos entrar na catedral. Ela estava sempre fechada, mas desta vez estava com as portas totalmente abertas e nós nem pestanejamos quando vimos: entramos rapidamente.

Catedral

Detalhes dos lustres

Onde estão os locais de ajoelhar?

Não existem locais de ajoelhar

Contrastes

La Candelaria
La Candelaria é muito bonita: clara, ampla e com predominância de tons pasteis. Possui detalhes em dourado e lindos e enormes lustres adornam seu interior, sem no entanto pesar o ambiente. Muitas pessoas, durante o tempo em que nós estivemos lá, entraram, fizeram uma breve oração e seguiram seus caminhos.

O que me chamou a atenção foi a ausência daquela madeira, que fica aos pés de quem senta nos bancos, onde os católicos ajoelham para rezar. Havia muita mendicância na praça.

Saindo da catedral, penetramos nas veias do centro histórico de Bogotá.

Centro de Bogotá

Centro da cidade

A cidade e seus elementos de identidade

A cidade e as montanhas

Arquitetura colonial
O centro histórico de Bogotá é muito intenso, com elementos variados que conferem a ele identidade. É pintado com cores fortes vindas das diferentes nuances de sua paleta de cores: há gente de todo tipo, arquitetura mesclada, arte de séculos distintos, energia de pessoas e fantasmas que passam todos os dias por aquelas ruas. Há mendigos sujos e maltrapilhos e turistas com câmeras cheias de recursos. Há café e há bandeja paisa, assim como há ajiaco. Há poluição visual e há verdadeiros bálsamos de beleza para os olhos. Acredito ser impossível que os nossos sentimentos fiquem impassíveis diante de tanta riqueza cultural.

Queríamos almoçar no restaurante La Manzana  que fica dentro do complexo de museus: Museos del Banco de la Republica, onde fica o Museu Botero e depois nos perdermos em sua obra, mas era terça-feira, dia em que o museu fecha.
De Nuestra Tierra para El Mundo

De Nuestra Tierra para El Mundo

De Nuestra Tierra para El Mundo - cardápio

Bandeja Paisa

Felicidade pura

De Nuestra Tierra para El Mundo - entrada
Na lateral esquerda para quem está de frente para a catedral há uma rua cheia de restaurantes: muitas portinhas com pessoas nas entradas querendo te convencer a entrar e almoçar ali. Confesso que isso me dá vontade de correr. No entanto, nosso tempo era curto e escolhemos entrar no De Nuestra Tierra... Para El Mundo. Talvez pelo moço ter sido menos agressivo, talvez pelo nome peculiar.

Ficamos no segundo andar o que nos proporcionou uma vista linda da cidade e suas montanhas. Eu escolhi, claro, Bandeja Paisa. O atendimento foi bem simpático mas a bandeja não estava tão boa quanto as que comi em Antioquia. A arepa estava seca e faltava um pouco do tempero antioquño, mas não estava ruim.

Na mesa ao lado havia um casal de brasileiros onde um pediu a bandeja paisa e o outro pediu um ajiaco, porque haviam lido nos guias que eram pratos típicos e resolveram se arriscar. Quando a comida chegou fizeram caretas, cochicharam, mexeram a comida de um lado para o outro, comeram uns bocados, mas definitivamente não apreciaram.

A primeira vez que experimentei o típico prato antioqueño (aqui diríamos que é prato de peão) foi em Armênia, no Eje Cafetero colombiano. Deixei quase todo no prato. O gosto não me agradou de forma alguma. Anos depois, muitas outras viagens realizadas, com a minha visão de mundo mais esgarçada, eu aprendi a apreciar esta comida tão rústica e tão farta.