terça-feira, 30 de maio de 2017

A SUÍÇA:

A Suíça

A Suíça não me comoveu, não agitou minha alma ou sacudiu meu espírito. Entretanto, senti um intenso amor por este país que me recebeu com extrema generosidade. Posso inclusive afirmar que nossa relação amorosa foi desenvolvida no primeiro olhar: assim que saí da Gare de Cornavin (Estação de trem de Genebra) sabia que havia sido conquistada.

Esse amor pela Suíça, ao contrário de ser ardoroso, foi sereno, plácido, tranquilo. Começou na elegante Genebra e foi se fortalecendo ao longo dos dias seguintes à medida que eu acumulava quilômetros viajando pelo país e conhecia novas cidades.

A Suíça não é um país ardente, mas ele ganhou facilmente meu coração por conta de sua elegância natural, longe de qualquer arrogância ou austeridade, sendo ao contrário um país descomplicado, simples e facílimo de estar.

A Confederação Helvética: 

A Suíça
Bela Suíça
A Suíça, ou melhor dizendo, a Confederação Helvética, é constituída por 26 cantões mais ou menos independentes, cada um com seu brasão, sendo a cidade de Berna sua capital. Sua formação teria começado ainda no século XIII.

A Reforma Protestante dividiu a Confederação Helvética causando várias guerras religiosas, mas ela sobreviveu. Hoje, encontramos pelo país templos católicos e protestantes, sendo que cidades como Berna e Zurique são predominantemente protestantes. 
Há quatro línguas oficiais na Suíça: o alemão, falado por dois terços da população, o francês por um quinto, o italiano é o idioma de 10% e o romanche de 1%. Este é um dos aspectos interessantes da Suíça: mudar de cantão é um pouco como mudar de país, dentro do próprio país, pois idioma, costumes e arquitetura, para falar apenas de alguns elementos, são distintos entre eles.  
O curioso é que a segunda língua falada na maior parte das cidades é o inglês e não outro dos idiomas oficiais do país. Segundo nos disseram inúmeras vezes, não é comum que os cidadãos falem mais de um desses quatro idiomas. 
Em Genebra (parte francesa) eu precisei me comunicar com Lucerna (parte alemã) e a primeira coisa que a recepcionista perguntou ao entrar em contato com a cidade foi se eles falavam inglês e foi nesse idioma que se comunicaram. 

A tão alardeada frieza:
A Suíça
A tão alardeada frieza suíça
Na Suíça eu não encontrei a tão alardeada frieza de seu povo. Diversamente, o que vimos foram muitos sorrisos, acolhimento, gentileza, simpatia e uma vontade enorme de ajudar. Eu me senti confortável e muito bem vinda de uma maneira absoluta. Não raro, pessoas passavam por mim na rua e sorriam.

Para ilustrar melhor o que digo, posso comentar sobre o policial que me ajudou a encontrar o quilômetro 40 da maratona de Genebra mesmo com as mãos geladas pelo frio, mesmo estando trabalhando organizando o trânsito, mesmo se desculpando por não falar nada de inglês.

Posso falar sobre a recepcionista em Nyon, em um dos museus que visitei, que se colocou inteiramente à disposição para traduzir as informações que estavam disponíveis exclusivamente em francês. Eu abusei e ela não perdeu a simpatia, demonstrando estar feliz por me contar a história de sua cidade.

Fizemos uma visita guiada ao Parlamento em Berna, em francês, idioma que não falamos. Sabendo disso, inúmeras vezes a guia nos passou informações em inglês e tirou nossas dúvidas sempre com muita animação.

Ao fim da visita ela ainda ficou um tempão conversando conosco sobre assuntos diversos e, diante de nossa infindável curiosidade, nos deu livretos para entendermos melhor sobre o funcionamento político da Suíça. 

Não poderia deixar de mencionar em Zurique a senhora que nos vendo parados no ponto nos informou sobre o colapso dos trams e perguntando para onde estávamos indo, nos deu opções de como chegar em nosso destino. 

Isso sem falar da senhora em Thun que abriu todas as panelas de comida do restaurante para nos mostrar o menu do dia, uma vez que não falava quase nenhuma palavra em inglês. Depois disso, ainda nos serviu com muitos sorrisos e alegria. 

Talvez a única exceção, que com certeza confirma a regra de que os suíços são ótimos anfitriões, seja Lausanne onde as pessoas são mais apressadas, menos sorridentes e carregam no rosto certo ar de cansaço. Mas, ainda assim, encontramos simpatia por aqui.

Ao entramos equivocadamente em determinado lugar achando que era posto de informação turística, o senhor que estava trabalhando levantou-se e gastou muitos momentos de seu tempo conversando conosco: falou de vários assuntos e nos explicou a melhor maneira de chegarmos a Montreux

Ele não tinha pressa e se não houvesse uma cidade inteira a ser explorada, talvez tivéssemos gastado muitos minutos mais conversando com aquela pessoa tão gentil e agradável. 

O que dizer então da moça que nos viu observando a vegetação em Fribourg e parou seu passeio com os amigos para nos contar que o atual prefeito está mandando destruir tudo?! Vejam vocês, essa árvore era anterior ao nascimento de minha mãe. Ela brincava aqui, nos disse ela! E agora, não existe mais árvore, falou desolada, em um francês misturado com inglês e muita mímica. 

Todas essas pessoas que mencionei são apenas algumas das que encontramos aqui e acolá neste belo país. Todas nos sorriram e nos fizeram sentir em casa.  


A beleza da Suíça:

A Suíça
A beleza na Suíça

A Suíça
A Suíça sem cara de Suíça
Uma das certezas que eu tinha ao voar para a Suíça era de que certamente encontraria um país de beleza extraordinária e indiscutível. Não foi bem assim! 
Sim, encontramos cenários de filme, de perder o fôlego, mas a Suíça tem muitas e deliciosas faces, e carrega em suas entranhas imperfeição também e isso é magnífico, pois assim, aos meus olhos pelo menos, ela tornou-se muito mais interessante.  
A natureza na Suíça é prodigiosa e exuberante, mas também aqui possui variadas fisionomias. Ela parece mudar de tom e de energia em cada cidade. Parece mudar de aspecto, de configuração. A cada cidade que visitamos era como uma nova leitura. Não há monotonia na Suíça. 
O mesmo posso afirmar sobre a arquitetura nas cidades. Aos olhos desatentos os prédios e casas podem parecer monocromáticas e sem graça, mas nada mais longe disso: há nuances, às vezes sutis, mas o casario suíço é magnífico. 
Possui ranhuras, padrões e detalhes atraentes. Suas janelas parecem olhos curiosos, gulosos e bisbilhoteiros. Eles mudam de forma sim, mas é preciso ficar atento para não correr o risco de pensar que tudo é mais do mesmo. Não é! 

O caminho de Santiago:
A Suíça
O Caminho de Santiago pela Suíça - a famosa concha indica a rota aos peregrinos
Descobrimos que existe uma rota Suíça do caminho de Santiago. Em várias cidades vimos a imagem da famosa concha, símbolo do santo, indicando o caminho aos peregrinos. Igrejas montaram pequenos locais de descanso para os andarilhos, que vimos aqui e acolá com suas pesadas mochilas.

Soube que esse caminho já tem 600 anos e conduz através de florestas e córregos, ruínas de castelos antigos, trilhas históricas, capelas e santuários. Deve ser mesmo uma parte bonita a ser percorrida e as marcas deixadas devem ser intensas. 


Curiosidade:


A Suíça
Na Suíça
Sempre atravessei a rua na faixa de segurança em meus dias de visita à Suíça e sempre esperava os carros e bicicletas pararem completamente para atravessar, afinal de contas eu vivo em uma cidade onde a faixa de segurança não é respeitada pelos motoristas.

Comecei a perceber que carros e bicicletas, de longe, ao me avistarem, começavam a fazer sinal indicando que eu podia atravessar. Logo entendi que estava segura, não precisava esperar que eles parassem, pois não seria atropelada, já que a lei na Suíça é cumprida e o respeito a todos é observado.

Inclusive notei que minha atitude de espera comprometia o trânsito e atrapalhava a todos (alguns motoristas fizeram uma cara meio feinha para mim), pois quando atravesso sem esperar a parada total dos veículos, eles podem apenas reduzir e assim não causam congestionamento ou perda de tempo. 

A Suíça tem nova roupagem:
A Suíça
O lixo nas ruas
Esse é definitivamente um país acolhedor. Há muitos imigrantes vivendo por lá e não raro, em um espaço reduzido como o dos transportes públicos, ouvimos muitos e variados idiomas sendo falados ao mesmo tempo, alguns deles completamente desconhecidos para mim.

Entretanto, conversando com um e com outro, ouvimos relatos de que a Suíça tem nova roupagem e que ela não é exatamente bonita. Alguns dos povos que estão migrando para lá, segundo nos disseram, não observam e respeitam determinadas leis e tem comportamentos distintos daqueles praticados no país como, por exemplo, o hábito de não jogar lixo na rua.

Ouvimos por lá que a Suíça nunca esteve tão suja. Questionei sobre a posição do governo em relação a isso e a outros delitos e hábitos dos estrangeiros e a resposta foi que as autoridades tem receio de serem taxadas de racistas e por isso não tomam medidas mais duras. 

A temperatura:

A Suíça
Temporal e fortes ventos atrapalharam a caminhada

A Suíça
Flores coloridas enfeitam as cidades
Estivemos na Suíça no último mês da primavera. A amplitude térmica foi grande: costumava amanhecer por volta dos 5 ou 6 graus e durante o dia subia para 17 ou 18 graus. Pegamos alguns dias de chuva, especialmente no período da tarde, mas nada que comprometesse a caminhada. 
Somente em nosso penúltimo dia no país foi que o tempo virou completamente e a cidade ficou debaixo de temporal, com fortes ventos e frio e assim comprometeu completamente nossa caminhada de exploração, nos obrigando a buscar refúgio em um museu, o que também foi ótimo, claro!
Em compensação vimos muitas e coloridas flores de tipos conhecidos como as tulipas e de espécies que nunca havia visto, deixando as cidades ainda mais bonitas. Isso sem contar o verde da vegetação que envolve a maioria dos lugares suíços por onde passamos, que estava intenso com distintas e maravilhosas tonalidades. 

O alto custo:
Suíça
Café da manhã básico comprado no mercado
O alto custo na Suíça não é brincadeira! Eu sabia que o valor das coisas por lá era maior que o encontrado em outros países, mas não estava preparada para a realidade. Caro naquele país é verdadeiramente caro. Nem o mercado mostrou-se uma opção razoável.

Posso afirmar que os valores que encontramos em todas as cidades, em relação a museus, alimentação e transporte público (alguns hotéis em algumas cidades dão passes gratuitos para turistas) são pelo menos o dobro do valor de outras cidades europeias que já visitei. Isso inclui também material de higiene e perfumaria.

A Suíça sob meu olhar: 

A Suíça
Não tenho pressa, não tenho destino. Deixe-me estar nesse país que merece ser vivido, apreciado, degustado...
As cidades por onde passamos – Genebra, Nyon, Berna, Thun, Zurique, Friburgo, Gruyère, Lausanne – não tem monumentos grandiosos ou museus extraordinários. A Suíça sob meu olhar é um país para ser visto, vivido, saboreado, degustado.

Vimos e vivemos muitas coisas bacanas nos quinze dias que gastamos apenas na Suíça. Mais uma vez não atravessamos fronteiras internacionais e mais uma vez ficamos satisfeitos e felizes com nossa decisão, pois apesar de ser um país pequeno a Suíça tem muito a nos mostrar.

Neste país sem mistérios a serem descobertos, sendo ao invés disso exposto, eu criei deliciosos e adoráveis momentos costurados lenta e caprichosamente que hoje se transformaram em doces e saudosas memórias. 

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domingo, 28 de maio de 2017

KARASUMA Kyoto Hotel – nossa HOSPEDAGEM em Kyoto, Japão:

Karasuma Kyoto Hotel

Kyoto foi a primeira cidade que nós visitamos no Japão. Depois de um longo e cansativo percurso que envolveu avião e trem, finalmente chegamos à antiga capital imperial. Da estação de trem, onde chegamos, caminhamos até o Karasuma Kyoto Hotel, nossa hospedagem naqueles dias na cidade.

Era uma tarde fria no Japão e o trajeto percorrido foi de mais ou menos 2 quilômetros. A localização do Karasuma, portanto era excelente, motivo que impactou em nossa decisão: próximo à estação de trem e às avenidas principais da cidade como a Shijo-dori. 

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - recepção

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - recepção
Além disso, ao lado do hotel havia uma unidade da cafeteria americana Starbucks e na esquina seguinte um mercadinho tipicamente japonês, com muitas e variadas opções gastronômicas. Como o café da manhã não estava incluído na diária, tê-los perto facilitou.

Chegamos ao Karasuma Kyoto Hotel exaustos. Fomos recebidos na recepção com o tradicional cumprimento japonês de inclinação de cabeça e tronco e aquilo me deliciou. Estávamos de fato no Japão, do outro lado do mundo. Ademais, a recepcionista foi muito simpática conosco.

Não demorou muito para que os imitássemos inclinando levemente o corpo e a cabeça sempre que eles assim o faziam, mesmo sabendo que há diferenças no ângulo, dependendo a quem estamos cumprimentando. Os japoneses, entretanto, foram gentis com nossa ignorância. 

Os recepcionistas falavam inglês, com forte sotaque japonês, obviamente, mas de maneira clara e compreensível, o que descobriríamos mais tarde, era raridade no país do sol nascente. Enquanto esperávamos nossa vez de sermos atendidos, me larguei com vontade nas fofas poltronas do lobby. Foi quase um abraço e foi duro levantar-me depois. Mais uns minutos e dormia ali mesmo. 

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - quarto

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel
O quarto (Superior Twin Room) era amplo, com duas camas de casal, duas poltronas e bancada de trabalho, além de uma cômoda. Perceberíamos depois, em outras hospedagens, que as dimensões desse quarto eram pouco usuais. O normal eram quartos minúsculos.

As camas eram muito fofas e grandes e a luz indireta. O carpete no chão (não sou muito fã, mas estava limpíssimo) e uma grande TV completavam a decoração do ambiente que era claro, apesar dos tons amarronzados. 

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - banheiro

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - detalhes do toto, o vaso santitário

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - banheiro

Karasuma Kyoto Hotel
Karasuma Kyoto Hotel - banheiro com detalhes dos produtos da Shiseido
O banheiro foi um quesito à parte! Arriscaria-me a dizer que para mim foi um parque de diversões! Pequeno, abrigava uma banheira, uma pia com bancada mínima e uma das coisas mais interessantes que já tinha visto até então: o vaso chamado Toto.

Todas as informações estavam em japonês, então descobrir para que servia cada um dos botões foi na base da tentativa e erro o que gerou muitas risadas. Constatamos ao longo de nossos dias no Japão que esse modelo do Karasuma era um dos mais básicos.

O chuveiro era estilo chuveirinho, baixo e sem regulagem, o que dificultou um bocado o banho. Nada, entretanto que não nos adaptássemos. A água era quente e o melhor de tudo: havia produtos Shiseido disponíveis.

É ou não é para amar o Karasuma Kyoto Hotel?! 

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Karasuma Kyoto Hotel

sábado, 27 de maio de 2017

O ROMANTISMO e as Cidades:

O romantismo e as cidades


Junho está logo ali, batendo na porta, ao alcance de nossos dedos e com esse mês adorável chega também o dia dos namorados. Já posso sentir o aroma de chocolates e rosas vermelhas no ar. Posso ver balõezinhos com frases fofas aqui e acolá e ouvir lindas (e nem sempre sinceras – fazer o que né?) frases de amor.

Sim, posso sentir a vibração no ar, o som do forrozinho (oh delícia, dançar um arrasta pé de rostinho colado) o sopro de romance que o mês de Santo Antônio, o santo casamenteiro e de São João, o santo festeiro traz.

Em minha opinião, romance (conceito elástico, pessoal e intransferível) tem pouco a ver com declarações, presentes e afins. Romantismo para mim tem relação com parceria e com o tempo: tempo para estar, tempo para olhar, tempo para ouvir, tempo para amar plenamente o outro.

Dito isso, as cidades que me proporcionaram esse congelar de tempo, estão cheias de romantismo. Assim, da pequena parte do mundo que eu conheço alguns lugares se mostraram mágicos e experientes na arte de romancear. 

Eu, Ana e mais a Klécia do blog Fui Ser Viajante, a Maytê do blog Passaporte com Pimenta e a Juliana do blog Turistando.in resolvemos celebrar o mês de Junho fazendo uma blogagem coletiva falando sobre cinco cidades românticas mundo afora. 

A seguir, o romantismo e as cidades, por mim:

O romantismo e as cidades
O romantismo e as cidades
O romantismo e as cidades
Fragmentos de Verona

Verona é uma cidade fácil e muito gostosa de caminhar. Ela tornou-se famosa por conta da trágica história de amor eterno de Romeu e Julieta. Com linda arquitetura e cheia de história para contar ela foi o cenário ponto de partida para o filme (muito fofo) Cartas Para Julieta.

Verona pode nos proporcionar momentos deliciosos de puro romantismo, pois, apesar de receber muitos visitantes, seu ritmo é lento. Podemos começar nosso tempo aí deixando um bilhetinho na casa da heroína de Shakespeare, pedindo que nosso amor seja eterno.

De mãos dadas podemos passear sem pressa pela Via Mazzini, atravessar a belíssima ponte do Castelvecchio, observando o rio Ádige, ver o por do sol desde o Castel San Pietro com Verona aos nossos pés e depois, parar em algum lugar para tomar spritz e comer tapas. Ah, vai! Isso tudo é puro romantismo não é mesmo?!


O romantismo e as cidades

O romantismos e as cidades

O romantismo e as cidades

O romantismo e as cidades
Fragmentos de Takayama
Mudando completamente de rumo, nos virando agora para o lado oriental do planeta, quero falar de Takayama no Japão, durante o inverno, com neve pelas ruas, fria, gelada, o que nos faz querer caminhar agarradinhos explorando a pequenina e adorável cidade, encerrada em belo cenário.

Takayama é uma cidade linda, tipicamente japonesa, que nos faz pensar se estamos mesmo em um lugar de verdade ou tudo não passa de um delicioso sonho. Comecemos nossa peregrinação romântica visitando uma minúscula feira de rua e depois fazendo um tour experimentando os diversos saquês fabricados por aqui.

Podemos, e vamos, encantarmo-nos com os ricos detalhes e a delicadeza da louça produzida na região, visitarmos os inúmeros templos e até a casa de um antigo comerciante da cidade. Em Takayama é possível nos aventurarmos pela gastronomia da região e nos surpreendermos (MUITO) por gostarmos.

Nós podemos ainda jogar conversa fora com o nosso amor, enquanto sorvemos uma xícara de chá, olhando a neve cair lentamente do lado de fora e mais tarde, no quarto onde dormiremos sobre futons, bebermos mais chás enquanto nossas almas pulam de felicidade pelas coisas vividas. A dois! Sim, eu chamaria isso de romantismo!


O romantismo e as cidades
Fragmentos de São Petersburgo
Não posso deixar de mencionar nessa minha pequena viagem romântica os momentos mágicos que uma visita à terra dos Czares, São Petersburgo na Rússia, pode proporcionar aos amantes. Opulenta, rica, grandiosa, vivemos o presente e o passado dessa cidade que nos oferece suas riquezas e seu orgulho. Suas feridas e suas tristezas.

Em Petersburgo podemos nos deleitar e enlevar o espírito com a arte exposta no excepcional Museu Hermitage. Quer momento mais cheio de romantismo do que desfrutar a dois as obras de grandes gênios do passado, através de seus quadros, esculturas, cores, imagens e cenas?! Eu desconheço!

Caminhar de mãos dadas, sem objetivo definido pela Nevsky Prospect, dividir as fortes impressões causadas por essa cidade inacreditável, tentar desvendar seus mistérios, assistir a um espetáculo no belo Teatro Mikhailosvsky, comer doces, rir e nos espantarmos diante daquelas igrejas que mais parecem joias.

O romantismo e as cidades

O romantismo e as cidades
Fragmentos de Fribourg
Deixando Peters para trás, chegamos então à pequenina Fribourg na Suíça, construída às margens do rio Sarine. Linda de doer no coração embora longe da perfeição esperada das cidades suíças, ela é capaz de oportunizar momentos memoráveis dentro de sua imensa simplicidade.

Podemos nos apaixonar mil vezes um pelo outro enquanto a descobrimos, a exploramos a pé, através de incontáveis passos, observando suas múltiplas faces. Podemos atravessar pontes de tamanhos, estilos e idades distintas ou ver a bela Fribourg do alto da Catedral.

Fribourg pode nos ofertar silêncio, tranquilidade, beleza, gentileza, simpatia. Aqui, definitivamente o tempo corre em outro compasso, 

Neste lugar é possível tomar uma cerveja ao ar livre olhando a exuberante natureza que o cerca, comer uma deliciosa raclete, sabor muito suíço, acompanhada de refrescante vinho branco observando o vai e vem das pessoas enquanto preguiçosamente a conversa flui entre os amantes e o ar se enche do mais puro e guloso romantismo. 

O romantismo e as cidades

O romantismo e as cidades
Fragmentos de Veneza
Por fim, não posso deixar de fora dessa minha pequena lista a cidade onde o romantismo paira na atmosfera: a intensa Veneza, um clássico quando o assunto é romance! Vinho, boa massa e maravilhoso por do sol são clichês, mas que nós amamos. Ou não?!

Perdermo-nos pelas vielas escuras e estreitas, entrar e sair de becos sem qualquer preocupação de chegar a algum lugar. Sentarmo-nos nas escadarias da Basílica de Santa Maria della Salute porque ali o tempo para especialmente para nós.

Assistir à ópera, passear à noite de Vaporetto pelo Gran Canale olhando os prédios velhíssimos de Veneza iluminados, viver esta que é uma das mais extraordinárias cidades que já visitei. Em Veneza é muito fácil sentir-se como personagens de um quadro, de uma pintura, atores de nosso próprio romance.


O romantismo e as cidades
Cenas de Salvador
Quero fazer uma menção honrosa a Salvador, cidade apimentada, repleta de contrastes (nem todos bons), rica em cultura, em sotaque e criatividade, de praia para um bom aconchego, de sorvete de mangaba e cajá para adoçar o amor, de muito dendê para inflamar a paixão.

Das ladeiras do Pelô à poesia do Farol de Itapoan, essa cidade com aroma de sal e som de forró, pode ser uma boa ideia para um romancezinho gostoso! 

O romantismo e as cidades
Venha Junho! Chegue trazendo todos os seus clichês e muito amor para todos os casais, não importa em que cidades eles estejam ou quais sejam as suas definições para o romantismo. Venha, se chegue, carregue nas tintas do romance, perfume o ar...

Casais! Congelem o tempo e marquem na íris, na alma, no coração, aquele que caminha ao seu lado nessa jornada chamada vida.

O romantismo e as cidades

Somos quatro meninas apaixonadas pelo mundo e com sede de explorar cada canto do planeta. Cada uma de nós possui um olhar e um perfil de viajante, mas a paixão pela descoberta é a mesma e isso nos une.

Como eu mencionei lá no início, esse post é resultado de uma blogagem coletiva. Logo aqui abaixo, estão cinco das cidades românticas de cada uma dessas lindas meninas:

A Klécia do blog Fui Ser Viajante nos fala sobre "5 cidades românticas para curtir a dois no Rio deJaneiro";

A Maytê do Passaporte com Pimenta nos mostra "Os 5 destinos mais apimentados desse passaporte";

A Juliana do Turistando.in escreveu: "As minhas 5 cidades mais românticas".

Esta blogagem acontecerá todo final de mês, com temas variados. Em Junho teremos outro TOP5!

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O romantismo e as cidades

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Projeto SUÍÇA:

Projeto Suíça

Promoção rolando, vontade antiga, decidimos: esse ano nós vamos visitar a Suíça. Passagens compradas, começamos as nossas pesquisas para entender um pouco sobre o país. Foi dada a largada para o projeto Suíça. 

De antemão sabíamos que a Suíça é um país caro e muito bonito, além de pequeno. Descobrimos um bocadinho mais sobre sua história (passada e presente), gastronomia e as influências alemã, francesa e italiana. Iniciamos as pesquisas para definir nosso roteiro dentro do país. Esse é sempre nosso primeiro passo após a compra das passagens aéreas. 

Projeto Suíça
Site da companhia de trem suíça: SBB CFF

Projeto Suíça
Algumas fontes de pesquisa
Projeto Suíça
Muito café, folha de papel e negociação para fechar o roteiro
Como quase sempre acontece, a parte mais difícil foi definir o itinerário. Não é nada fácil escolher as cidades a serem visitadas em apenas 15 dias, dentre tantas opções interessantes e atraentes, bem como determinar o tempo que gastaríamos em cada uma delas.
Léo e eu levamos vários dias negociando: quero essas cidades, tira essas, não abro mão dessas, então vamos diminuir a quantidade de dias aqui, aumenta ali, aqui cabe um bate/volta, eu quero dormir aqui...
Contamos com a ajuda de blogs, revistas de turismo, sugestões de amigos, programa de tv e guias impressos. Usamos o mapa da Suíça e um calendário para ajudar na logística, pois quanto menos deslocamentos, menor o custo da viagem e aproveitamento do tempo.
Acessamos também o site da SBB-CFF para ver as distâncias e o tempo de deslocamento entre as cidades, além do custo, para que não passássemos longas horas indo de uma cidade à outra.
Enfim, depois de muito estica e solta, puxa e aperta, afrouxa e cede de cá e de lá, muitas folhas de papel gastas, nosso roteiro pela Suíça finalmente ficou assim: 


Data
Cidades
04/05 - Quinta
Genebra – pouso 17:45
05/05 - Sexta
Genebra
06/05 - Sábado
Genebra
07/05 - Domingo
Genebra - Maratona
08/05 – Segunda
Genebra - Zurique
09/05 – Terça
Zurique
10/05 – Quarta
Zurique
11/05 – Quinta
Zurique - Berna
12/05 – Sexta
Berna
13/05 – Sábado
Berna
14/05 – Domingo
Berna - Friburgo
15/05 – Segunda
Friburgo – Gruyère (bate/volta)
16/05 – Terça
Friburgo
17/05 - Quarta
Friburgo - Lausanne
18/05 – Quinta
Lausanne
19/05 - Sexta
Lausanne – Genebra – Brasil 17:30

Planejando a Suíça
Site da Rede Accor

Planejando a Suíça

Planejando a Suíça
Hotel Alpha de Fribourg 
O passo seguinte foi providenciar as hospedagens. Já tínhamos em mente que optaríamos mais uma vez pelo Ibis, da Rede Accor, disponível em todas as cidades que visitaríamos, uma vez que gostamos de saber o que encontraremos quando o quesito em pauta é a hospedagem.

O Ibis tem decoração mais ou menos padrão no mundo todo e como utilizamos o quarto apenas para um bom banho e uma ótima noite de sono para nos recuperarmos das andanças do dia, não consideramos interessante correr riscos nesse sentido.

Além disso, o atendimento nas unidades da Rede Accor costuma ser simpático e eficiente, o que nos anima muito a estar com eles, pois gostamos de bons serviços e apoio. 

Para escolher as unidades onde nos hospedaríamos, já que em algumas cidades havia mais de um hotel Ibis, nós levamos em consideração a distância em relação ao centro, se tinha transporte público nas proximidades e por fim os valores das diárias. Escolhemos aqueles que consideramos o melhor custo-benefício. 

Aqui, durante a pesquisa da hospedagem, fizemos uma alteração no roteiro: a ideia inicial era visitarmos Zurique antes de Berna por termos a mania de ir o mais longe na ida e parando na volta.

Só que constatamos que o Ibis escolhido em Zurique era mais barato no fim de semana então invertemos, visitando Berna primeiro. Além disso, essa inversão não causava impacto algum no custo final das passagens de trem, quando o simulamos.

Além disso, como não gostamos da localização do Ibis de Friburgo, buscamos outra opção de hospedagem e chegamos ao Hotel Alpha, muito bem cotado no Tripadvisor e com fotos que me agradaram, além de possuir ótima localização. Assim, o reservamos.

Tínhamos em mente que durante a viagem poderíamos fazer outros bate-volta além da visita de 1 dia já prevista para Gruyère, saindo de Fribourg. Tudo dependeria do ritmo e do que as cidades suíças fossem nos oferecer. Não planejamos, portanto, todas as cidades antecipadamente. 

Então, o roteiro final, martelo batido, ficou exatamente assim:

Data
Cidades
04/05 - Quinta
Genebra – pouso 17:45
05/05 - Sexta
Genebra
06/05 - Sábado
Genebra
07/05 - Domingo
Genebra - Maratona
08/05 – Segunda
Genebra - Berna
09/05 – Terça
Berna
10/05 – Quarta
Berna
11/05 – Quinta
Berna - Zurique
12/05 – Sexta
Zurique
13/05 – Sábado
Zurique
14/05 – Domingo
Zurique - Friburgo
15/05 – Segunda
Friburgo – Gruyère (bate/volta)
16/05 – Terça
Friburgo
17/05 - Quarta
Friburgo - Lausanne
18/05 – Quinta
Lausanne
19/05 - Sexta
Lausanne – Genebra – Brasil 17:30

Planejando a Suíça
Trem da SBB CFF
Feito isso, compramos as passagens de trem. Aqui, nem cogitamos outro meio de transporte. Esse é meu preferido por ser prático, fácil e rápido e ainda me permitir, não só observar as pessoas que estão viajando, como também apreciar as paisagens externas que vão rapidamente aparecendo e sumindo de minha janela.

Usamos o site da CFF para a compra de todos os bilhetes onde teríamos pouso. O bate/volta para Gruyère deixamos para comprar na hora, já na Suíça. O site só começa a vender os bilhetes 1 mês antes, portanto compramos as passagens somente em Abril, já que viajaríamos apenas em Maio.

Muita gente recomendou a compra do Swiss Pass mas fizemos muitas contas e, por variadas razões, ele não valia à pena para nós, pois não teríamos nenhuma vantagem, pagando por ele mais caro do que comprando os diversos bilhetes avulsos. 

O passo seguinte foi comprar o seguro viagem. Adquiri o Affinity, por ter sido o melhor custo-benefício à época, pela agência O Viajante Turismo: decidi tudo com a Isabela (muito gentil e eficiente) por e-mail e whats app, além de receber tudo em casa. 

Planejando a Suíça
A bagagem
A mochila, eu arrumei no dia da viagem, baseada nas informações do br.weather para a temperatura nos dias em que estaria na Suíça. A variação prevista (que se concretizou) para a temperatura era grande: de 4 ou 5 graus até 17 ou 18 graus. 

Pior configuração possível, pois vai do frio ao calor e a mala tem que prever isso. Para quem gosta de viajar com pouca tralha como eu, essa variação diária pode ser bem irritante e difícil na hora de arrumar a bagagem. 

Por fim, estávamos prontos para embarcar e conhecer esse país de beleza largamente alardeada, que encanta tantas e tantas gentes, que aparece sempre nos noticiários como exemplo de neutralidade e sociedade organizada. 

Principais Fontes de Pesquisa:  

Além das tradicionais revistas Viagem e Turismo, Lonely Planet e Viaje Mais e dos guias impressos Lonely Planet e Guia da Folha, alguns blogs e igs me ajudaram muito nessa pesquisa. A seguir, os mais significativos. 

Planejando a Suíça
Turistando na Suíça

Turistando na Suíça por Eliana: o instagram dela pode ser definido como absurdamente lindo. Ela posta maravilhosas fotos desse país cuja beleza é seu principal cartão de visitas. Ela ainda traz muitas informações para os viajantes e apreciadores de belas paisagens.  
Para completar, a Eliana foi extremamente gentil e paciente respondendo a inúmeras perguntas que fiz antes de viajar e não satisfeita ainda me mandou roteiros sobre as cidades pelas quais iríamos passar. É ou não é para adorar e seguir o Turistando na Suíça?
Projeto101 Países por Gabriela Moniz: não é a primeira vez que o blog da Gabriela me auxilia nas pesquisas de viagens. Ela é uma cidadã do mundo e vai de um lugar a outro com o mesmo olhar e coração aberto. 
Sobre a Suíça recebi do Projeto 101 Países informações precisas e preciosas que foram de muita valia, como a melhor maneira de sair do aeroporto de Genebra para a cidade, por exemplo.

Meus Roteiros por Marlise V. Montello: os textos sobre a Suíça do blog dessa jornalista trazem muitas informações sobre cidades como Genebra e Gruyère que me ajudaram a formar impressões primárias sobre este interessante país, além de definir pontos de interesse.

O nosso mapa:



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Planejando a Suíça