sábado, 3 de junho de 2017

GUIMARÃES em Poucas PALAVRAS:

Guimarães em poucas palavras

Não é fácil definir Guimarães em Poucas Palavras, pois sua história é longa. Considerada o Berço da Nação Portuguesa, foi aqui que o primeiro Rei de Portugal Dom Afonso Henriques teria nascido e daqui partido para conquistar as terras que posteriormente fariam parte do que hoje conhecemos como Portugal.

Entretanto, Guimarães começa a nascer antes disso, ainda no século X, com a poderosa Condessa Mumadona Dias, que manda construir um Mosteiro em suas terras, a partir de onde, em seu entorno, surgem aglomerados de pessoas.

Com intuito de proteger essas pessoas e os monges, a Condessa ordena então a construção de um Castelo, numa colina, acima do Mosteiro. Surgem então as Vilas de Baixo e de Cima, ligadas pela Rua de Santa Maria. Foi o início de tudo.

Guimarães comporta facilmente um bate/volta (de trem) desde Porto, mas acredito que ela mereça um pernoite pelo menos, coisa que infelizmente não fizemos. 


Guimarães em Poucas Palavras -  o que ver:

Guimarães em Poucas Palavras
Aqui Nasceu Portugal
O pedaço que restou da antiga muralha da cidade, onde temos a simbólica inscrição Aqui nasceu Portugal que nos dá a certeza de que chegamos à cidade-berço da grande nação portuguesa.   
Ali perto está o Largo do Toural, cheio de charme como quase tudo nesta bela cidade, que nasceu no século XVII, mas foi reformulado no século XVIII ganhando a aparência que tem hoje. Abriga a Basílica de São Pedro. Este largo ficava fora das muralhas da cidade. 

Antiga Vila de Baixo: 

A antiga Vila de Baixo ficava dentro das muralhas e seu surgimento deve-se aos agrupamentos de pessoas que começaram a viver nos arredores do Mosteiro construído no século X.

Guimarães em poucas palavras
Bela casa em Guimarães
Neste ponto, onde antigamente estava localizado o Mosteiro, hoje encontramos o Museu de Alberto Sampaio que guarda em seu interior arte sacra e religiosa oriundas de igrejas e mosteiros de Guimarães e região, possuindo mais de 2.000 itens como esculturas e pinturas. Esse era um dos museus preferidos do escritor José Saramago.
O ingresso custa 3 euros, sendo gratuito em todo primeiro domingo do mês. Funciona de terça-feira a domingo das 10:00 até às 18:00.
O Centro Histórico, ou antiga Vila de Baixo, é formado por praças, largos, igrejas e belos prédios, ligados por lindas ruas. Está muito bem conservado e nos leva a um passeio ao passado da cidade. 
As Praças de Guimarães em Poucas Palavras: 

1 - Praça da Oliveira:

Guimarães em Poucas Palavras
Praça da Oliveira
A existência de uma Oliveira batiza a praça. Reza a lenda que lá pelo século XIV, a oliveira, sem mais nem menos, secou. O comerciante Pero Esteves então ofereceu uma cruz, colocada embaixo do Padrão do Salado e assim, a Oliveira voltou a florescer. O milagre rapidamente se alastrou até alcançar os dias de hoje, quando ainda se conta essa história. 
O Padrão do Salado é uma estrutura em homenagem a vitória portuguesa em uma batalha contra os muçulmanos. 
Em frente à Oliveira está a Igreja da Oliveira, cujas origens estão no século X, mas ela foi reedificada no século IV a mando de D. João IV em agradecimento por ter vencido uma batalha contra os castelhanos. Possui interior aconchegante e bela torre com características manuelinas, do século XVI. 
Por fim, na Praça da Oliveira está o antigo Paço do Concelho com seus lindos arcos e uma escultura de um guerreiro de duas caras que os vimaranenses (os nascidos em Guimarães) chamam de “o Guimarães.
Guimarães em poucas palavras
Praça de Santiago
Do outro lado dos arcos está a Praça de Santiago, talvez a mais bonita da cidade. Diz a tradição que muitos e muitos anos atrás o apóstolo São Tiago teria trazido para Guimarães a imagem da Virgem Santa Maria e colocado nessa praça. Daí vem o nome.  
Registrada no pavimento da Praça de Santiago encontramos a marcação de uma antiga Capela em homenagem ao referido apóstolo, além de seu símbolo, uma concha e também as primeiras palavras da Carta de Foral que o conde D. Henrique concedeu aos vimaranenses, lá no mui distante século X.
Os Largos de Guimarães em Poucas Palavras:

GUIMARÃES em Poucas PALAVRAS:
Câmara de Guimarães no Largo da Câmara
GUIMARÃES em Poucas PALAVRAS:
Casa das Rótulas
1 - Largo da Câmara: neste largo moram dois belíssimos prédios que datam, respectivamente dos séculos XVI e XIX. O primeiro abriga a Câmara de Guimarães (aberto à visitação de segunda a sexta das 09:00 às 17:30) e o segundo aloja a Biblioteca Municipal Raul Brandão. São dois edifícios bem diferentes, mas igualmente bonitos e elegantes.
2 - Largo dos Laranjais: as laranjeiras que tomam conta do lugar dão nome a este largo. Lembrou-me os pátios árabes. Também aqui está situada a Casa dos Laranjais, solar barroco do século XIV com uma torre que abriga uma gárgula representando um leão e portas em estilo manuelino.
3 - Largo João da Mota Prego: aqui encontramos belo casarão do século XVI, a Casa Navarros de Andrade, além de um tanque de onde jorra água da boca de dois peixes.
Entretanto, a estrela deste largo é uma interessante casa, de estrutura curiosa e peculiar chamada Casa das Rótulas edificada provavelmente no século XVII. 
4 - Largo da Misericórdia: um belo e agradável largo onde é possível ver lindo casario, a Igreja da Misericórdia, datada do século XVI e uma fonte de granito do século XVIII.
Dois elementos chamam especialmente a atenção do visitante: uma escultura inusitada e diferente representando o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e uma inscrição no piso informando que ali estava uma das portas de acesso, através das antigas muralhas, à Vila de Baixo.

As Ruas Medievais da antiga Vila de Baixo:

Guimarães em Poucas Palavras
Rua de Santa Maria
A Rua de Santa Maria: de origem medieval ligava a Vila de Baixo, onde estava situado o Mosteiro à Vila de Cima onde foi construído o Castelo de Guimarães, ambos edificados por ordem da Condessa Mumadona Dias. É a rua mais antiga da cidade de Guimarães e tem belíssimo casario. 
A Rua de Santa Maria à época era confusa, escura, suja e nem o sol ou o ar chegavam até aqui a tornando meio sufocante.  Nesta mui antiga rua acontecia o “água vai”, uma prática comum, onde os dejetos acumulados nas residências eram jogados pelas janelas na rua, depois de pronunciarem 3 vezes: “Aqui vai água”.  

Viela Senhora Aninhas: afora o fato de ser uma viela muito antiga e de características preservadas, o mais interessante desta rua estreita é a história da personagem que a nomeia, a senhora Aninhas, que adotou Guimarães como sua cidade, amparou e cuidou dos estudantes que ali faziam seus cursos, acolhendo e alimentando, tornando-se assim a Madrinha dos Estudantes.  


Guimarães em poucas palavras
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos
Igreja de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos igreja de nome comprido e interessante é, todavia, pequenina, embora se destaque na paisagem. Próxima ao Museu de Alberto Sampaio, ela data do século XVI, possui estilo barroco e por dentro ela é muito fofa. 

A antiga Vila de Cima:


Para proteger a população que começou a morar nos entorno do Mosteiro, assim como os monges que nele viviam, dos frequentes ataques normandos e mouros, a Condessa ordenou a construção de um castelo numa colina próxima: o Castelo de Guimarães, no local que ficou conhecido posteriormente como Vila de Cima. 

1 - O Castelo de Guimarães:

Guimarães em Poucas Palavras
O Castelo de Guimarães
Considerado Patrimônio Nacional, o Castelo de Guimarães foi construído por volta da segunda metade do século X. Sofreu diversas modificações ao longo dos anos seguintes e foi abandonado por muitos anos antes de ser reformado. O ingresso para entrar custa 2 euros. 

Em seu interior encontramos torres e pontes embora seu miolo seja oco. Há uma torre de menagem e nela contam-nos a história do castelo e do primeiro Rei de Portugal D. Afonso Henriques que teria nascido dentro dessas paredes e daqui partido para reconquistar as terras das mãos dos mouros. Assim, ele começou a definir as fronteiras portuguesas, quase as mesmas dos dias atuais. 

Guimarães em Poucas Palavras
Igreja de São Miguel do Castelo
A Igreja de São Miguel do Castelo está ao lado do Castelo de Guimarães: ela é pequenina, está nua, salvo por um Cristo Crucificado e pela pia batismal onde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, teria sido batizado. Há controvérsias sobre este fato. 



Paço dos Duques
O Paço dos Duques, edifício com estrutura muito interessante, está situado próximo à Igreja de São Miguel do Castelo e ao Castelo de Guimarães, todos eles elevados sobre o Centro Histórico da cidade. Foi construído no século XV por ordem de Dom Afonso.

A estrutura original, por conta de inúmeras pilhagens, é hoje desconhecida. Atualmente abriga um museu com objetos de variados séculos, prioritariamente XVII e XVIII, mas também do fim do período medieval. 

Ingressos:


Paço dos Duques + Castelo de Guimarães: 6,00€;
Paço dos Duques + Castelo de Guimarães + Museu de Alberto Sampaio: 8,00€;
Valores individuais: Castelo de Guimarães, 2€ e Paço dos Duques, 5€.

Horários:

Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de S. Miguel: abertos todos os dias das 10.00 às 18.00, sendo a última admissão às 17.30.

Encerra nos seguintes feriados: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

Onde comer:

Manjar dos Doces
O Manjar dos Doces é um lugar lindo com maravilhosa vitrine de doces portugueses: cada um mais atraente que o outro! Além disso, o expresso é delicioso e o croissant é macio e saboroso. Sugiro o folheado de nata com amêndoas.

Adega dos Caquinhos:


Adega dos Caquinhos

Adega dos Caquinhos oferece comida caseira em um ambiente muito familiar. O almoço aqui, mais do que um sabor gastronômico marcante, pode ser uma experiência gastronômica memorável. 


A Torta de Guimarães no Divina Gula
A Torta de Guimarães é um clássico da cidade. Feita de gila (um tipo de abóbora), ovos e nozes tostadas, é deliciosa! Somente dois lugares fabricam o doce atualmente: o Divina Gula e o Costinhas, ambos na Rua de Santa Maria. 

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Guimarães em Poucas Palavras