segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Uma TARDE em Bogotá - a DESPEDIDA da Colômbia:


Tínhamos um dia inteiro de conexão em Bogotá antes de pegarmos o voo de volta para casa. Resolvemos gastá-lo no centro histórico da cidade conhecido como La Candelaria, onde chegamos de transmilênio: entramos na Catedral, caminhamos pelas Plaza del Bolívar, por algumas ruas e almoçamos Bandeja Paisa no De Nuestra Tierra Para El Mundo.

Café no Juan Valdez

Pelas ruas do centro de Bogotá

Na Oficina de Turismo

Os balcões de Bogotá
Como não poderia deixar de ser, para amantes de café como nós, após o almoço fomos até um Juan Valdez Café. A tradicional cafeteria colombiana tem uma unidade em cada esquina na capital do país. Desta vez resolvi me arriscar: era o último dia de viagem e queria aproveitar para levar para casa no paladar um novo sabor. Assim, depois de muitas dúvidas, pedi um tinto campesino. Preciso dizer que me arrependi muito!

O tinto campesino é muito doce (geralmente eu tomo café puro, sem adoçar) por levar panela (rapadura) e outras especiarias, alterando muito o sabor, que eu adoro, do café. Não, eu não gostei! 

Passamos na Oficina de Turismo que fica na Plaza del Bolívar. Este é um hábito nosso: sempre entramos em oficinas de turismo para saber o que anda acontecendo pela cidade, mesmo que não seja nossa primeira vez no local. Quase sempre recebemos boas indicações de coisas bacanas para fazer ou visitar. Desta vez nos indicaram o Museu Histórico da Policia Nacional (Carrera 9 Numero 9, La Candelaria), que ficava ali perto, para uma visita guiada. 

Museu Histórico da Polícia Nacional

Cartaz de busca de Escobar

Contadora de dinheiro com mesa de fundo falso

Armas apreendidas dos narcotraficantes

A moto de Pablo Escobar
O Museu conta a história da polícia colombiana desde sua criação passeando por vários anos de organização e solução de crimes, incremento dos instrumentos utilizados e da luta ferrenha contra o narcotráfico no país. Tem ainda uma sala dedicada aos povos pré-colombianos onde artefatos mostram como funcionava a autoridade naqueles tempos.

É uma visita guiada, onde diversos objetos estão expostos ajudando a resgatar esta memória como cartazes oferecendo recompensa pela captura de Pablo Escobar, um dos maiores traficantes de drogas do mundo, armas potentes apreendidas, fotos de diversos criminosos capturados ao longo dos anos, uma mesa com fundo falso onde dinheiro e documentos eram escondidos. 

O mais emblemático de todos os objetos no entanto, é a moto Harley-Davidson que Escobar contrabandeou e deu de presente ao primo Juan Enrique Gaviria, preso em uma disco em Medellín, quando então a moto foi apreendida. 

A visita é interessante pois nos coloca em uma outra perspectiva de combate à violência, além disso, o prédio de quatro andares que abriga o museu é muito bonito, com um pátio no centro e as salas ao seu redor, construído na década de 1920.

O policial que nos guiou era muito jovem e estava visivelmente nervoso em suas narrações. Ao longo da visita, contudo, ele foi relaxando e sentindo-se mais seguro. O orgulho em sua voz era marcante. Foi gentil e atencioso e respondeu a todas as perguntas feitas por nós visitantes. O recorrido foi todo falado em espanhol, mas há horários em inglês. 

Trânsito carregado nas estreitas ruas de Bogotá

Despedida da cidade: Plaza del Bolívar iluminada pela luz do fim do dia

Hora de voltar para casa - Aeroporto El Dorado, Bogotá

Conexão em São Paulo

Em casa
Ao findar a visita guiada no Museu da Polícia, o dia começava a se despedir: o trânsito estava pesado, buzinas gritavam por todo lado e a luz do fim de tarde deixava os prédios históricos lindamente iluminados. Foi uma bela despedida da cidade. 

Voltamos pela Carrera Séptima para pegarmos o transmilênio que nos levaria até o aeroporto. Era hora de regressarmos para casa. Mais um destino conhecido. Mais um destino apreciado. Mais um pouco de meu mundo esgarçado. Mais um pouco do mundo colado em minha alma, mudando o que sou no presente, plantando sementes para o que serei no futuro, me ensinando a olhar através do espelho. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Um DIA em BOGOTÁ, Colômbia:

Carrera Séptima
Bogotá - Setembro /2015 - Descemos do transmilênio na Estação Universidades, já muito próximos à Carrera Séptima, a principal via do centro da cidade. Era hora do almoço e a rua fervilhava de gente saindo dos escritórios e aproveitando o intervalo. Gosto muito desta movimentação intensa. 

Fazia quase três anos que nós havíamos estado em Bogotá e a cidade havia mudado pouco desde então, mas para olhos atentos, havia algumas pequenas e sutis mudanças. Ela estava mais clara, menos policiada, com mais obras concluídas, mais limpa. 

A maioria das cidades no mundo são vivas e estão em constante mudança: às vezes de forma veloz e outras tantas de forma mais lenta. É bom saber que mesmo o conhecido tem coisas desconhecidas a nos mostrar. Por isso, eu acredito que voltar a uma cidade não é perda de tempo.

Plaza dell Bolívar

La Candelaria
Fomos caminhando, misturados às pessoas: colombianos e turistas, em direção à Plaza del Bolívar, a principal praça da cidade, cercada de prédios importantes como o Palácio da Justiça, o Capitólio Nacional, o Palácio Liévano, a Alcadia Mayor de Bogotá, além de La Candelaria, a catedral principal de Bogotá, nosso destino.

Quando estivemos em Bogotá anos atrás não conseguimos entrar na catedral. Ela estava sempre fechada, mas desta vez estava com as portas totalmente abertas e nós nem pestanejamos quando vimos: entramos rapidamente.

Catedral

Detalhes dos lustres

Onde estão os locais de ajoelhar?

Não existem locais de ajoelhar

Contrastes

La Candelaria
La Candelaria é muito bonita: clara, ampla e com predominância de tons pasteis. Possui detalhes em dourado e lindos e enormes lustres adornam seu interior, sem no entanto pesar o ambiente. Muitas pessoas, durante o tempo em que nós estivemos lá, entraram, fizeram uma breve oração e seguiram seus caminhos.

O que me chamou a atenção foi a ausência daquela madeira, que fica aos pés de quem senta nos bancos, onde os católicos ajoelham para rezar. Havia muita mendicância na praça.

Saindo da catedral, penetramos nas veias do centro histórico de Bogotá.

Centro de Bogotá

Centro da cidade

A cidade e seus elementos de identidade

A cidade e as montanhas

Arquitetura colonial
O centro histórico de Bogotá é muito intenso, com elementos variados que conferem a ele identidade. É pintado com cores fortes vindas das diferentes nuances de sua paleta de cores: há gente de todo tipo, arquitetura mesclada, arte de séculos distintos, energia de pessoas e fantasmas que passam todos os dias por aquelas ruas. Há mendigos sujos e maltrapilhos e turistas com câmeras cheias de recursos. Há café e há bandeja paisa, assim como há ajiaco. Há poluição visual e há verdadeiros bálsamos de beleza para os olhos. Acredito ser impossível que os nossos sentimentos fiquem impassíveis diante de tanta riqueza cultural.

Queríamos almoçar no restaurante La Manzana  que fica dentro do complexo de museus: Museos del Banco de la Republica, onde fica o Museu Botero e depois nos perdermos em sua obra, mas era terça-feira, dia em que o museu fecha.
De Nuestra Tierra para El Mundo

De Nuestra Tierra para El Mundo

De Nuestra Tierra para El Mundo - cardápio

Bandeja Paisa

Felicidade pura

De Nuestra Tierra para El Mundo - entrada
Na lateral esquerda para quem está de frente para a catedral há uma rua cheia de restaurantes: muitas portinhas com pessoas nas entradas querendo te convencer a entrar e almoçar ali. Confesso que isso me dá vontade de correr. No entanto, nosso tempo era curto e escolhemos entrar no De Nuestra Tierra... Para El Mundo. Talvez pelo moço ter sido menos agressivo, talvez pelo nome peculiar.

Ficamos no segundo andar o que nos proporcionou uma vista linda da cidade e suas montanhas. Eu escolhi, claro, Bandeja Paisa. O atendimento foi bem simpático mas a bandeja não estava tão boa quanto as que comi em Antioquia. A arepa estava seca e faltava um pouco do tempero antioquño, mas não estava ruim.

Na mesa ao lado havia um casal de brasileiros onde um pediu a bandeja paisa e o outro pediu um ajiaco, porque haviam lido nos guias que eram pratos típicos e resolveram se arriscar. Quando a comida chegou fizeram caretas, cochicharam, mexeram a comida de um lado para o outro, comeram uns bocados, mas definitivamente não apreciaram.

A primeira vez que experimentei o típico prato antioqueño (aqui diríamos que é prato de peão) foi em Armênia, no Eje Cafetero colombiano. Deixei quase todo no prato. O gosto não me agradou de forma alguma. Anos depois, muitas outras viagens realizadas, com a minha visão de mundo mais esgarçada, eu aprendi a apreciar esta comida tão rústica e tão farta. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O transmilênio em BOGOTÁ: adiós MEDELLÍN, hola Bogotá:

Aeroporto Internacional José María Córvoda em Rionegro

Aeroporto Internacional José María Córvoda em Rionegro

Aeroporto Internacional José María Córvoda em Rionegro
Nosso voo saiu cedo de Medellín, do aeroporto José María Córdova em Rionegro, cidade vizinha, o mesmo em que havíamos chegado. O destino era Bogotá onde teríamos um dia inteiro de conexão, antes de tomar o voo de volta para o Brasil. Estava animada para rever a capital colombiana.

Arepas


Guarda volumes do El Dorado
Compra de bilhetes para o transmilênio
Desembarcamos no Aeroporto Internacional El Dorado e fomos logo atrás de arepas. Há muitos quiosques que vendem este e outros tipos de lanches. Estavam deliciosas! Era a despedida.

Como tínhamos o dia inteiro de conexão por ali, já que nosso voo para o Brasil só saía à noite, fomos dar uma volta na cidade. Deixamos nossas coisas (computador, cabos, guias, etc - as malas seguiram direto para o Brasil) no guarda-volumes do aeroporto (10.000 pesos colombianos por 12 horas) e seguimos para o centro, usando como meio de transporte, o transmilênio.

Em frente ao terminal 6 do aeroporto, na área externa, fica uma pessoa vendendo bilhetes para o transmilênio (3.000 pesos colombianos). A compra é obrigatória e ela te orienta sobre qual deles pegar e onde descer.

O transmilênio

Baldeação na Estação El Dorado

Informações como no metrô

O transmilênio
Fizemos uma baldeação na Estação El Dorado e de lá tomamos novo transmilênio para a estação Universidades, pois o nosso destino era La Candelaria, a parte histórica e antiga de Bogotá. Há luminosos na estação que indicam o ponto de parada dele, bem como o tempo que ele levará para chegar, assim como dentro do ônibus, o que facilita sabermos onde devemos descer.

Os ônibus são muito novos: na ida pegamos vazio e fomos sentados. Na volta ao aeroporto estava lotado, pois era hora do rush, e fomos em pé e apertados, mas não espremidos.

A viagem é bem eficiente já que ele usa o corredor exclusivo, mas é bem mais lento, obviamente, que metrô. Em compensação podemos ir olhando e conhecendo a cidade.

Entrada e Saída do Transmilênio
A entrada e a saída são cobertos e as vezes interligados à rua por corredores, como nos metrôs. Vimos artistas, como músicos, fazendo suas performances nos corredores, alegrando a passagem dos transeuntes.

Eu gostei da experiência de andar de transmilênio: fácil e prático, mas é melhor pegar fora dos horários de pico. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nossas BUSCAS: passadas, PRESENTES e FUTURAS:


Já fomos em busca de Isabel Allende e de seu mundo fantástico. Já fomos em busca do Blues de La Habana e seu sorvete de Fresa Y Chocolate. Já buscamos Harry Potter, Jane Austen e Sir Sherlock Holmes. Já nos encontramos com Dr. Watson e nos vimos seduzidos entre As Brumas de Avalon. 

Seguimos as pegadas de Hernandez e sofremos com ele percorrendo a Andaluzia até sermos felizes para sempre. Viajamos até a Catedral do Mar na Cataluña e penetramos na Cortina de Ferro com John Lewis e no mundo da bela e egoísta Ana Karenina. Fomos ao encontro de Vicky, Cristina, Barcelona e vivemos um Verão Perigoso com Hemingway. Nos vimos entre Cobras e Piercings e correndo enquanto Murakami contando o que ele fala quando fala de corrida. Buscamos O Amor nos Tempos do Cólera e o Carteiro de Neruda. 

Tentamos entender Anne Frank e Corie Boom. O Palácio de Inverno nos atraiu, assim como O Jogador e A Dama e o Cachorrinho. As Cartas de Julieta nos chamaram e nós fomos. Nos perdemos com Vista para o Kremlin e em Andaluz. Fomos para o passado, vivemos no presente, cruzamos informações e descobrimos nosso próprio mundo.

Agora?! Vamos seguir Dante até o Inferno e o Purgatório e vamos mais uma vez seguir As Cartas de Julieta, desta vez até o fim do arco-iris, onde o final é feliz, sempre feliz...