quarta-feira, 1 de junho de 2016

O Jardim de BOBOLI, Florença:


O Palazzo Pitti abriga um conjunto de museus e o Jardim de Boboli. Depois de passarmos algumas horas visitando a parte interna do palácio e seu acervo magnífico composto por esculturas, pinturas, vestuário, porcelana, artigos em prata e ambientes, divididos em vários museus, saímos para a luz do dia em um passeio pelo jardim renascentista aberto ao público no século XVIII.

Era o primeiro domingo de Dezembro e a visita ao Palazzo Pitti era gratuito, o que incluía o jardim. 

Jardim de Boboli
Beleza natural organizada pelo homem

Fonte de Belvedere

Fonte de Belvedere

Fonte de Belvedere

Caminhando entre as sebes

Jardim de Boboli

Esculturas 

Vivendo o presente no Jardim de Boboli
O Giardino di Boboli foi construído pela família Medici depois que eles compraram o Palazzo Pitti. Ele é grande e nos oferece uma linda vista do palazzo e de Florença, com seus principais cartões postais destacados.

O jardim possui sebes bem podadas, muitas estátuas, algumas em posições divertidas, fontes, ciprestes e azinheiros. Belas alamedas nos conduzem por todo aquele verde, que exibia notas e cores do outono que estava findando e do inverno que se aproximava.

Caminhamos a esmo, tiramos fotos, admiramos a paisagem, sentamos por um momento e nos distraímos. Havia bastante movimento de pessoas de todas as idades, moradores e turistas.

A Fonte de Belvedere foi projetada no final do século XVI para o prazer dos grão-duques de Florença e complementa o cenário.

Porta Romana

Dietrofront ao fundo

Porta Romana
Fomos até o “fundo” do jardim, onde havia uma guarita e um portão: apresentamos nossos bilhetes ao guarda e pedimos para sairmos e voltarmos. Ele disse que não havia problema. É que ali ao lado está a porta romana que desde que passamos de ônibus por ali, primeiro a caminho da Piazzale Michelangelo e depois a caminho de Siena, que eu queria vê-la de perto.

A porta romana (Piazza della Calza, 50125) toda de pedra, construída em 1326 era uma das principais entradas de Florença. Em frente a ela há uma praça circular com uma escultura em mármore no centro chamada Dietrofront, de Pistoletto, que representa uma mulher caminhando carregando um peso sobre a cabeça.

Especialistas acreditam se tratar de duas figuras femininas com olhares voltados para direções opostas, significando o passado e o futuro da cidade. É uma obra curiosa.

Uma meia garrafa de vinho e uma linda vista = momento feliz

Mistura do verde com os tons de outono e inverno

Palazzo Pitti desde o Jardim de Boboli
Palazzo Pitti desde o Jardim de Boboli
Palazzo Pitti que abriga alguns museus

Bela Toscana

Grotta del Buontalenti que parece estar se desmanchando

Adão e Eva no detalhe

Morgante

Hora do café 
Voltamos para o jardim e senti inveja de um jovem casal e sua meia garrafa de vinho sentado em um velho tronco de árvore que fazia as vezes de banco, de frente para Florença, alheios ao movimento ao seu redor.

Descemos para o palácio novamente e o contornamos até a Grotta del Buontalenti (o nome do arquiteto que projetou a fonte) que estava cheio de gente agarrada às grades tentando olhar seu interior. Era difícil ver com clareza daquela distância: por questão de segurança, o local não permite mais o acesso do público, então nós temos que nos contentar com o vislumbre apenas. É gruta estranha e por isso mesmo interessante, pois nos dá a sensação de que está derretendo, se desmanchando. Queria muito ter explorado o seu interior!

Fora dela há uma escultura curiosa denominada Baco, representada por um anão obeso, Morgante, o mais popular dos anões da corte de Cosimo I.

Com tantas imagens bonitas na cabeça fomos tomar um café na mesma cafeteria que almoçamos e que neste momento estava tranquila. Em vez de bebermos no balcão, como mais cedo, resolvemos toma-lo ao ar livre, no pátio do Palazzo Pitti. 

Não quero dizer adeus a Florença

O Palazzo Pitti é bonito de qualquer ângulo

A longa fila para entrar no Pitti, mesmo já perto de fechar

Eu, o Pitti e a longa fila
A verdade é que eu não queria ir embora e fiquei um tempo remanchando por ali. Eu sabia que quando deixasse o Pitti para trás, era hora de dar adeus a Florença e eu já estava cheia de saudades. Foram duas semanas em que a cidade penetrou completamente em meu espírito e eu sabia que um pedaço de meu coração ficaria por ali.

Mas tínhamos que ir. A fila de pessoas que ainda tentavam entrar no Pitti naquele dia de ingressos gratuitos continuava imensa, embora bem menor que nas horas anteriores. 

Florença desde a Ponte Vecchio - cidade cheia

A Ponte Vecchio abarrotada de gente no domingo

Magnífica Ponte Vecchio

Reverencio sua beleza Ponte Vecchio

Uma pintura
Aliás, Florença naquele domingo estava abarrotada de pessoas, especialmente na orla do Arno e Praça do Duomo. Atravessamos a Ponte Vecchio (pela milionésima vez?!) com alguma dificuldade e fomos olhá-la de fora, meu ângulo preferido da velha ponte.

Quando eu achei que já tivesse presenciado toda a sua beleza e esplendor, eis que ela me surpreende uma vez mais, magnificamente iluminada, soberba na noite daquele inverno italiano.

Como uma ponte podia causar tamanho impacto nos amantes da beleza? A Ponte Vecchio parecia rir com um ar blasé: eu posso! Estou aqui há sete séculos, melhorando cada vez mais com o passar das eras. Não havia como duvidar. Curvei-me a ela e rendi homenagens admirando-a irrestrita e incondicionalmente.

Vista de fora ela aprofunda nossos conceitos do que é uma coisa exageradamente bonita. Por dentro ela é simples e falta um pouco de bossa, de tempero, mas para compensar nos oferece vistas sensacionais da cidade. 

Aperitivo no Sei Divino

Me despedindo de Florença

Sei Divino - aconchegante 

Curiosidades florentinas - janelas usadas para venderem vinho, encontradas em alguns edifícios na cidade. 
Já era noite fechada quando entramos no restaurante Sei Divino (Borgo Ognissanti, 42r, 50125) para um aperitivo. Eu estava cansada e triste com a despedida iminente e por isso queríamos um lugar legal para nosso último jantar. A hostess foi muito, muito simpática. Diante de minha indecisão a respeito do vinho, me ofereceu uma prova com metade de uma taça.

O aperitivo varia de restaurante para restaurante. Aqui ele vinha à mesa e era composto pela tradicional sopa florentina, pães, pastas, conservas e um risoto de frutos do mar. Estava tudo muito gostoso. Além disso, o lugar era muito aconchegante.

Ainda sem querer dizer adeus, nos dirigimos até o Mercado Central para a última taça de vinho utilizando o panfleto que pegamos no Palazzo Strozzi alguns dias antes. Ali, sem outra opção, nos despedimos de Florença, com gratidão, por ter nos proporcionado dias sensacionais.

Voltamos caminhando para o hotel como fizemos em todos os dias que passamos na cidade. Além de Florença ser propícia para andar, assim podemos ver curiosidades que atravessaram os tempos como as pequenas janelas utilizadas para vender vinho. 


Horário de funcionamento do Pallazo Pitti:

Fechado as segundas, réveillon, natal  e 1 de maio.
Gratuito no primeiro domingo do mês.

Horário: das 08:15 as 18:50 – bilheteria fecha as 18:30.
O valor do ingresso depende do número de museus visitados:

  • Galleria d’Arte Moderna + Galleria Palatina + Appartamenti Reali =  € 16,00 
  • Musei degli Argenti + Giardino di Boboli + Museo del Costume + Museo delle Porcellane                 + Giardino Bardini =  € 13,00